De crónicas mensais para um livro, feito de forças e convicções
25/11/2022
Dia 25, a Associação Pais e Amigos Habilitar lança “Há conversa no Habilitar”, na presença do padrinho, Álvaro Laborinho Lúcio. A sessão começa às 21.30 horas, no Conservatório de Música.
Sandra Simões
O livro, que resulta de uma compilação de crónicas da associação, publicadas no Diário de Aveiro nos últimos quatro anos, é ilustrado pela aveirense Sónia Machado e, de acordo com Carolina Duarte, membro da Associação Pais e Amigos Habilitar, tem como destinatário toda a comunidade.
A venda funcionará como uma angariação de donativos, que irão reverter para as atividades dinamizadas pela associação, destinadas às crianças e suas famílias e o livro estará disponível para aquisição no local da sua apresentação e, posteriormente, nas instalações da Associação Pais e Amigos Habilitar.
Trata-se, segundo explicou Carolina Duarte, «de uma compilação de crónicas que o Diário de Aveiro gentilmente nos permitiu publicar ao longo de três anos sob a forma de artigo mensal de opinião».
«Reúne as vozes de pais, familiares, técnicos, entre outros, manifestando diferentes formas de ver e viver o convívio com patologias frequentemente englobadas num tema demasiado genérico definido como deficiência», disse, acrescentando ainda que é um projeto editorial que «resulta de várias reflexões sobre exclusão e inclusão, zanga e aceitação, dor e tentativa de a superar. É um livrinho tão heterogéneo quanto a diversidade a que se refere».
Contra a efemeridade das crónicas
Sabendo que «as crónicas são efémeras, voláteis, hoje despertam-nos sensações que amanhã dão lugar a outras», transformá-las num livro «confere-lhes a merecida solidez e homenageia quem ousa encontrar-se nas palavras». Relativamente a futuras edições, Carolina Duarte não concretiza, mas também não rejeita a ideia, «mostrar-nos-á o tempo. Há tantas vozes caladas sobre este tema e a partilha reduz seguramente a solidão… Mas também para a partilha existe um tempo, o tempo de cada um».
A entrada na sessão de lançamento do livro é livre e «uma sala lotada» é o mínimo que é esperado para este momento, onde estarão em destaque os direitos e interesses das crianças e jovens com perturbações do neurodesenvolvimento, mas também dos respetivos familiares, educadores, professores e demais envolvidos, com vista à sua maior capacitação e efetiva inclusão académica, familiar, profissional e social.